A Páscoa tornou-se uma celebração ritual
em toda a comunidade judaica mundial. As famílias judaicas reúnem-se
toda a primavera para observar este rito através do Seder de Páscoa
(Ordenança).
Esta refeição inclui vários elementos
que nos lembram o grande livramento de Deus ao seu povo três mil e quinhentos
anos atrás quando Ele enviou Moisés a Faraó com as instruções:
"Deixa meu povo ir!" A resistência de Faraó trouxe dez
pragas sobre os egípcios antes que o rei, finalmente, deixasse Israel
ir. Então, uma vez mais, Faraó desafiadoramente persegue Israel
até o Mar Vermelho, onde o Anjo do Senhor providenciou uma barreira entre
Israel e o Egito.
Deus milagrosamente dividiu o mar com um vento do leste, tal
que Israel pode escapar por um caminho seco (o caminho através do mar).
Mas quando o exército egípcio seguiu a Israel através do
mar, eles foram engolidos e se afogaram nas águas que se fecharam sobre
eles.
Os atos de Deus impressionaram tanto a Israel que eles responderam
temendo ao Senhor, crendo nele e adorando-o com cânticos e danças
(Ex 15.1-21). A Escritura ensina que o temor do Senhor é o princípio
da sabedoria (Sl 111.10), e que Deus levou em conta o "crer" nele
como justiça.
Abraão creu no Senhor e isto lhe foi creditado como
justiça (Gn 15.6). Uma vez que o temor do Senhor está estabelecido
(trazendo sabedoria e entendimento) e o confiar em Deus (crendo nele), eles
foram estabelecidos como adoradores.
Depois que Israel terminou de louvar ao Senhor, Moisés
levou o povo ao deserto onde eles seriam provados pelo Senhor.
Israel finalmente falhou neste teste, cessando no temor do Senhor e em crer nele e em seu servo
Moisés. Como resultado de sua incredulidade, Israel sofre a perda de
uma geração inteira do povo que morreu no deserto.
Nós continuamos a celebrar a Páscoa hoje, mas
Deus deseja que nós vamos além do ritual.
Paulo explica que todos os acontecimentos da Páscoa prefiguravam a natureza do propósito
para nossa instrução (I Co 10.1-11). A conclusão a que
Paulo chega no verso 12 é particularmente penetrante: "Aquele, pois,
que cuida estar em pé, olhe não caia". Novamente em I Co
5.7, ele diz: "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma
nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa,
foi sacrificado por nós".
A realidade espiritual é a única coisa de valor além do ritual. O Messias Jesus é a única realidade que
continuará soprando vida em nossas almas se nós esperarmos nele.
Yeshua é o "Cordeiro Pascal". Eu creio que nós o vimos
como o Anjo ("mensageiro" em hebraico) de Deus na nuvem e na coluna
de fogo conduzindo Israel, o povo de Deus, conduzindo-os através de seus
caminhos para separá-los do Egito.
Nós vimos como "Ruach" (hebraico para Espírito ou vento) dividindo as águas do Mar Vermelho.
Paulo diz-nos que Ele foi a rocha que deu água a Israel no deserto. Yeshua
disse sobre si mesmo em João 6 que Ele é o verdadeiro maná
do céu e todos aqueles que vem a Ele nunca terão fome ou sede.
Devemos ir além do ritual (não importa quão maravilhoso
ou tradicional ele seja) para a vida verdadeira no Messias que é a nossa
Páscoa. Como faremos isto? Temendo ao Senhor nosso Deus e crendo nele
como nos ordenou (Jo 6.29).
Devemos avançar além do ritual para encontrar a verdadeira vida e o poder espiritual. O ritual não nos comunicará
vida e esperança, mas Deus sim. O ritual não nos proverá
o meio para escaparmos durante os tempos de provação, mas o Messias
Yeshua sim. O ritual não nos fortalecerá o coração,
quando estamos quase desmaiando, mas sim o desejo do coração do
Espírito Santo de Deus, quando nós voltamos nossos olhos para
o verdadeiro Cordeiro de Deus, Yeshua o Messias. E quando nos lembramos os grandes
livramentos de Deus por Israel no Egito na época da Páscoa; então
devemos nos agarrar à realidade do grande livramento do pecado e da morte
por parte de Deus para a humanidade.
No Messias nós temos mais do que livramento do pecado, nós somos também levados à presença
do Deus Todo-Poderoso.
Ainda assim Deus pode usar o ritual para ministrar sua vida para nós, mas Ele não habita ali. Se você está substituindo
o ritual por um entrar pleno na presença de Deus preste atenção
para não cair. Tema somente ao Senhor. Ponha sua confiança somente
em Yeshua. O Pai procura verdadeiros adoradores que possam adorá-lo em
espírito e verdade. Que nesta Páscoa você conheça
Deus além do ritual.