Tem Uma Arca no Céu
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"Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos,
Que tinha o incensário de ouro, e a arca da aliança, coberta de ouro toda em redor; em que estava
um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha florescido, e as tábuas da aliança"
[Hb 9:3-4]
Judeus e cristãos reconhecem: D'us ordenou a Moisés a construção de uma arca de madeira,
onde foram colocados um vaso com o maná, a vara de Arão que florescera e as Tábuas da
Aliança que D'us fez com os homens, ou seja, a Tábua dos Dez mandamentos. Esta arca constituiu-se,
sempre, no lugar mais sagrado do Tabernáculo erigido por Moisés e, posteriormente, do Templo
de Jerusalém. Era a Arca da Aliança que ficava no lugar mais santo do Templo e era ela que
ficava separada por um véu, o mesmo véu que foi rasgado de cima a baixo quando Jesus expirou na cruz.
O que fazia desta Arca tão Santa? E porque foi chamada de Arca da Aliança? O fato é que,
dentro dela estão as provas materiais da Aliança que o D'us Único e Verdadeiro, o Criador
do Universo, fez com toda a humanidade, através de seu servo Moisés e de seu Povo escolhido, Israel.
Na verdade, as Tábuas da Aliança, ou Tábuas da Lei, ou Dez Mandamentos, ou Decálogo são a
aliança de D'us com o Povo que o busca e o tem como D'us. Elas são as suas orientações
básicas como o nosso "fabricante". A partir delas todos os ensinamentos bíblicos se firmaram
e sobre elas foi através dos séculos foi sendo edificada a fé dos crentes no Único Senhor
e D'us, o D'us de Israel. E este era o conteúdo mais importante da Arca, o que a fez chamada
de Arca da Aliança, exatamente por conter as Tábuas da Aliança.
O mais significativo de tudo isso, porém, é que existe uma arca exatamente igual a esta
no céu. É o Apóstolo João quem nos revela isso: "E abriu-se no céu o templo de D'us, e
a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e
terremotos e grande saraiva." (Apocalipse 11:19) . É interessante notar que, na visão
celestial de João, os acontecimentos são exatamente os mesmos que ocorreram quando as
Tábuas foram entregues a Moisés, no Monte Sinai:
"E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve TROVÕES e relâmpagos sobre o monte,
e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o
povo que estava no arraial.
E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de D'us; e puseram-se ao pé do monte.
E todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; e a sua fumaça
subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente.
ENTÃO falou D'us todas estas palavras, dizendo:
Eu sou o SENHOR teu D'us, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus,
nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu D'us, sou D'us zeloso,
que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles
que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os
meus mandamentos.
Não tomarás o nome do SENHOR teu D'us em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o
que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu D'us; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu
filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu
estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao
sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR
teu D'us te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu
servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
E todo o povo viu os trovões e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando;
e o povo, vendo isso retirou-se e pôs-se de longe."(Êx 19:16-18; 20:1-18)
O que podemos dizer diante destas coisas? Se no que diz respeito às coisas do tempo do
fim, o que João vê a nível do santuário de D'us é a Arca da Aliança, rodeada do mesmo
poder e da mesma glória com que foi entregue ao Povo de Israel, temos nós algum direito
de dizer que as Tábuas da Aliança ou as Tábuas da Lei estão ultrapassadas e já não servem
para nós hoje?
Estas Escrituras deixadas pelo Apóstolo João nos atestam exatamente que elas são irrevogáveis,
que permanecem válidas até hoje e no futuro ainda valerão. Elas se constituem numa norma
estabelecida por D'us para toda a humanidade, ainda que dada através de um Povo, o seu
Povo escolhido exatamente para alcançar todas as nações, o Povo de Israel.
Diante disso, resta-nos perguntar a nós mesmos: Como estamos com relação a estas normas?
Todo o conjunto de Ordenanças, instruções, ensinamentos, ali devidamente selecionados e
colocados, o que representam para nós? Apenas um quadro na parede? Uma referência histórica e nada mais?
Uma lei para o Povo de Israel e só para ele, e que não nos pertence? Há quem afirme que
as Palavras das Tábuas da Aliança são sim válidas até hoje, mas... temos que fazer algumas alterações...
Não é bem tudo, são só partes...
No entanto, o conteúdo das Tábuas são um documento só, uma só orientação, com começo,
meio e fim, uma só aliança, feita com dez cláusulas. Seu autor foi D'us, está claro e
Ele, como Soberano, até poderia modificá-la. Mas isso não seria digno de um D'us Fiel e
Justo, pois, quem rompe uma aliança, que justiça e fidelidade demonstraria? Além disso,
se Ele porventura houvesse revogado esta aliança, o teria dito, claramente. Mas,
definitivamente Ele não o fez e nós desafiamos a que alguém prove, na Bíblia, onde Ele
teria desfeito esta aliança, ou anulado alguma de suas cláusulas. Porque Ele não o fez! Jamais!
Desta forma, aqui está o nosso grande desafio num tempo profético como o que vivemos:
Temos cumprido a nossa parte na Aliança? Se ela está no céu, nos aguardando, como nos
apresentaremos diante dela? Com muitas desculpas ou com uma consciência limpa, reta e
digna, certos de que a reconhecemos e respeitamos como Palavra e Orientação de D'us?
E se só agora atentamos para isso? Que privilégio, não? Então nos arrependamos pela
desobediência até então e vivamos de acordo com a aliança. Porque, certamente, ela nos
é vida e não morte e o que ela traz sobre nós é Poder de D'us e não condenação!
Shalom Aleichem!
A Paz seja convosco!

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