| A disputa por Jerusalém: Um sinal do fim? | |
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Jerusalém sob dominação estrangeira
Após a destruição de Jerusalém, os romanos ergueram uma nova cidade - Aelia Capitolina - sobre
suas ruínas, na qual os judeus eram proibidos de entrar. No século IV, a Terra
de Israel fazia parto do Império Bizantino; Jerusalém tornara-se um cidade cristã,
e legiões de peregrinos vinham visitar os locais relacionados ao advento do
cristianismo.
Os árabes muçulmanos, comandados pelo califa Omar, conquistaram Jerusalém em
683 e construíram o Domo da Rocha no sítio do primeiro e segundo Templos. Os
judeus tinham novamente permissão para viver na cidade, administrada durante
os quatro séculos seguintes pelos califas muçulmanos, desde suas capitais em
Damasco, Cairo e Bagdá.
Jurando libertar Jerusalém do Islã, os nobres cruzados e seus exércitos plebeus
partiram da Europa em 1096. A conquista da cidade foi acompanhada pelo massacre
de seus habitantes judeus e muçulmanos. Durante quase um século, Jerusalém foi
a capital do Reino Latino da Terra Santa.
Saladino, Muçulmano do Curdistão, conquistou Jerusalém em 1187 e permitiu o
retorno dos judeus à cidade. Os quase quatro séculos de domínio muçulmano foram
marcados por negligência: a população da cidade minguou e as muralhas se arruinaram.
Somente no início do domínio turco otomano, no princípio do século XVI, Jerusalém
recuperou parte de seu antigo esplendor.
No século XIX, com o enfraquecimento do poder otomano e o redespertar do interesse
europeu pela Terra Santa, o atraso medieval cedeu diante do progresso ocidental.
Jerusalém expandiu-se, e por volta de 1840, o número de habitantes havia aumentado
consideravelmente, sendo que mais da metade eram judeus.
No fim da 1ª Guerra Mundial (1917), o general inglês Allenby aceitou a rendição
da cidade por parte do prefeito de Jerusalém, finalizando o domínio otomano.
Durante os 30 anos seguintes, a cidade foi a sede administrativa do mandato
britânico. Durante esta época, o povoado estagnado e abandonado transformou-se
em cidade florescente.
Jerusalém no presente
Na atualidade a cidade de Jerusalém tem sido palco de inúmeras disputas entre as
três maiores religiões que ali se instalaram: judaísmo, cristianismo e islamismo!
Esta disputa é feita palmo a palmo, pois as três religiões reivindicam os locais sagrados
de Jerusalém.
Os judeus dizem ter direito à cidade, pois ela sempre foi a capital do Estado
de Israel, e foi sempre ali que seus antepassados viveram, foi ali que os profetas
entregaram as palavras ditas pelo Eterno à nação, etc...
Os árabes dizem ter direito à cidade, pois quando os judeus foram dispersos
pelo mundo no ano 70 d.C., eles então se apossaram da cidade e do país e reivindicam
então sua posse.
Os cristãos da mesma forma, pois durante os períodos de conquistas, eles passaram
por Jerusalém e ali estabeleceram marcos históricos presentes até a atualidade
na cidade! Eles edificaram igrejas (católicas) e afirmam que a cidade é seu
patrimônio, pois Jesus Cristo (considerado por eles o fundador do cristianismo!)
viveu, padeceu, morreu e ressuscitou ali!
A controvérsia está longe de ser decidida e percebemos que desde sempre existiu
uma pressão dos países considerados como "potências" mundiais para que haja
tolerância em Jerusalém! Jerusalém é tida como ""Cidade Universal", reclamada
para tornar-se o catalisador mundial das religiões!
Jerusalém e o renascimento de Israel
Com o estabelecimento do Estado de Israel em 1948, Jerusalém tornou-se novamente a
capital de um estado judeu soberano.
Desde então, a cidade cosmopolita continuou a desenvolver-se - capital de um estado
democrático; centro de estudo e pesquisa científica; acolhendo congressos e eventos
culturais; lugar de parques e avenidas, estádios de esportes e centros comerciais,
sinagogas, igrejas e mesquitas. Mas, acima de tudo, Jerusalém continua sendo, como nos
tempos antigos, uma cidade de beleza sem par, com o poder de abalar os mais
céticos e de trazer inspiração e paz aos crentes! Desde então, os judeus voltam
para seu lar nacional e agora podem novamente contar com um solo só deles!
No ano 70 aconteceu um episódio conhecido como "Diáspora" ou dispersão e agora dá-se
exatamente o contrário: a reunião
do povo de Israel!
Porém ao renascer a nação a sua mais importante cidade não pode ser novamente
a sua capital: Jerusalém! Após o renascimento da nação, sua capital foi instalada
na cidade de Tel Aviv, hoje a cidade mais moderna, cosmopolita, em Israel.
Tel Aviv tornou-se a "capital temporária" do Estado de Israel, pois havia no
coração dos judeus a certeza de que a capital Eterna de seu Estado voltaria
a ser Jerusalém!
A disputa é espiritual
Até o ano de 1967 a cidade estava dividida entre dois povos: judeus e árabes! Uma cidade assim
não poderia ser governada plenamente por ninguém. Mas Jesus já havia profetizado
que isso teria um fim: em Lc 21.24 está escrito: "E cairão ao fio da espada,
e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos
gentios, até que os tempos destes se completem". Esta profecia nos fala de duas
coisas: a diáspora e a complementação do "tempo dos gentios". Quando Jesus refere-se
a "ser pisada por" ele fala sobre "estar sob domínio de" e Jerusalém até o ano
de 1967 esteve sob o domínio também dos árabes. Mas Jesus também nos informa
que o "tempo dos gentios" haveria de acabar!
Nós hoje sabemos que a "Guerra dos seis dias" travada entre judeus e árabes
fazia parte da profecia de Jesus! Neste confronto, Israel recupera a posse definitiva
de Jerusalém, que passa a ser então uma cidade una, sob o governo dos judeus,
que fazem dela então a capital única e indivisível do Estado judeu! Nesta ocasião
o Eterno pôs fim aos "tempos dos gentios" para assim estabelecer um marco profético
que apontaria para o retorno do Senhor Jesus!
A disputa por Jerusalém é puramente espiritual, pois Jerusalém está sendo disputada
hoje por causa de sua importância espiritual, pois quem governa espiritualmente
esta cidade terá o controle profético dos fatos que determinarão o destino da
humanidade! Há uma "disputa" pela hegemonia espiritual da cidade entre Satanás
e o Eterno!
Um dos "marcos" fixados por Satanás em Jerusalém está no Monte do Templo! Ali
ele erigiu uma Mesquita, conhecida como "Mesquita da Cúpula Dourada". Aquele
edifício foi construído ali a fim de dizer: "Agora eu governo neste lugar!"
A Mesquita foi construída justamente onde estava situado o Santo dos Santos!
Por isso, Satanás com este fato "afronta" o Senhor!
Concluímos então nosso relato, esperando que os crentes possam atender ao mandado
bíblico que diz: "Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam"
Sl 122:6. Hoje tenhamos consciência da importância de Jerusalém para nós, para
o povo judeu e para a redenção da Noiva e de Israel!
Baruch Há Shem!
Bendito seja o Nome!
