A Bíblia em Bytes online - Revista Eletrônica http://www.bibliabytes.com.br
"E muitos, dentre os povos da terra, se fizeram judeus, pois o medo dos judeus
tinha caído sobre eles" Ester 8.17
Um Povo de Deus: Israel.
Povo de Deus porque foi chamado por Ele.
Povo de Deus por manifestar a Sua glória e o Seu Poder.
Povo de Deus porque o Senhor colocou o Seu Nome sobre ele.
Não é recente a controvérsia gerada em torno do Povo de Israel. Desde os tempos
mais antigos, logo após os hebreus terem se constituído uma nação, sempre foi
questionada a sua identidade de Povo Eleito.
Arrogância? Discriminação aos outros povos? Presunção? O que de fato estava por
trás de cada ato de isolamento, de não aderir aos costumes naturais das nações,
de não se relacionar com maiores intimidades, de possuir um modo de vida tão diferente?
Muitos foram os perseguidores de Israel por causa destas suas características.
Para alguns, os judeus eram uns tremendos anti-sociais. Para outros, certamente
os que se sentiam profundamente enciumados, o povo hebreu tornou-se simplesmente
detestável.
Mas o que o Senhor, o Deus de Israel, fala acerca disso?
1º) - Ele precisava de um Povo para representá-lo na terra;
2º) - Ele colocou a sua benção sobre este Povo;
3º) - Ele manifestou a Sua glória e poder na terra através este Povo:
4º) - Ele planejou que este povo fosse o Seu modelo e com isso atraísse as Nações
para perto Dele.
Se analisarmos as Sagradas Escrituras, veremos que quando Israel permaneceu fiel
a estes chamados divinos, provou a benção, a glória, e o poder de Deus, venceu
os seus opositores e atraiu para junto de si os que reconheceram que Deus estava
com Eles.
A referência do Livro de Ester descrita acima é uma prova evidente disso. Um povo
que não se endureceu mediante o fracasso de seus deuses e de suas crenças antigas,
mas que se humilhou e reconheceu o Poder do Deus de Israel, dobrou-se diante Dele
e agregou-se ao Povo de Deus.
Tudo isso pareceria uma simples avaliação da história, se não fosse verdade que
o Povo de Israel ainda é, em nossos dias, Povo de Deus. E se não permanecesse
sobre os judeus, ainda hoje, o Nome de Deus, a Sua glória, o Seu poder e as Suas
maravilhosas promessas.
"Porque Israel e Judá não foram abandonados do Seu Deus, o Senhor dos Exércitos,
ainda que a terra deles esteja cheia de culpas contra o Santo de Israel" (Jeremias
51.5).
E aqui está uma verdade polêmica para incrédulos e crentes. Porque não é fácil
reconhecer que o Eterno Deus, o Rei do Universo, tem algo de especial para com
os judeus. A excelência de Deus está sobre eles. Mas quem o consegue aceitar?
Os incrédulos ou adoradores de outros deuses consideram isso pura soberba. Afinal,
argumentam, não somos todos "filhos de Deus"? Eles não atentam para o fato, porém,
de que, ao professar a sua fé básica, o "Shemá" ("Ouve, ó Israel o Eterno é Nosso
Deus, o Eterno é Um" - Dt. 6.4) o judeu confirma que só há um Deus e Criador do
céu e da terra e que existem normas e padrões para viver de acordo com este Deus.
E, portanto, quem não abraça esta fé, não pode, definitivamente usufruir do favor
do Criador, e ser considerado Seu filho.
Por outro lado, os crentes no Deus de Israel, mas não judeus, na grande maioria
seguidores do Messias de Israel, Jesus, sentem-se ameaçados com esta "especialidade"
judaica. Não morreu Yeshua (Nome de Jesus no hebraico) por nós, gentios de todas
as nações e por isso não somos nós, hoje, o Povo de Deus?
E eis, então, a sublimidade dos propósitos divinos. Porque o Senhor estendeu aos
gentios sim, através do Messias de Israel, Yeshua, a redenção e a condição de
parte da família de Deus, uma exclusividade antes só de Israel.
"Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede
de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade...e, vindo, ele
evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto; porque
por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito" (Efésios 2.14,17).
Que Bem-aventurança! Os crentes em Yeshua tornaram-se, também, Povo escolhido,
Povo sobre quem Deus colocou o Seu Nome, a Sua glória e o Seu poder, Povo de Deus!
E, portanto, também especial.
Diante disso, há dois importantes aspectos a considerar:
1) - Não pode a Igreja Gentílica desprezar o Povo Judeu, ou dele ter ciúme, desprezo
ou mesmo atos de condenação, nem julgar-se a sua substituta. Porque eles "são
israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os pactos, .e a promulgação da lei,
e o culto e as promessas; de quem são os patriarcas e de quem descende o Messias
segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus Bendito eternamente. Amém".
(Rm. 9.4,5)
Portanto, qualquer atitude anti-judaica deve ser revista e o reconhecimento de
que Deus ainda tem propósitos para com o Seu Povo eleito em Abraão deve ser adquirido
e fortalecido, com urgência, pois os cumprimentos proféticos acerca de Israel
estão aí, diante dos nossos olhos e tornar-se-ão ainda mais abrangentes e numerosos,
quanto mais se aproxima a volta triunfal do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores,
Yeshua HaMashiach, Jesus, o Messias. E é preciso estar atento a isso!
2) - Como Povo de Deus, "enxertado na Oliveira verdadeira" e portanto bebendo
da mesma seiva, a Igreja Gentílica deve triunfar. Pois as mesmas bençãos pertencem
também a ela, bem como toda a maravilhosa manifestação de Deus, de forma que ela,
hoje, possui as mesmas características do Povo israelita.
Ao viver isso, pois, o que lhe pertence é um chamado divino, glória e poder de
Deus e o privilégio de ter o Nome do Eterno sobre si.
E o que nós profetizamos, portanto, é que "Muitos, dentre os povos da terra se
farão crentes em Yeshua, pois o medo dos verdadeiros crentes caiu sobre eles..."
Amém!