| A sociedade Judaica - {Parte 2} | |
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Por razões políticas e ideológicas, o processo de absorção buscou inicialmente
transformar os recém chegados em "israelenses como todo
mundo", de acordo com o modelo do crisol. Esta abordagem falhou quando aplicada
aos membros das comunidades orientais, muito dos quais não estavam familiarizados
com os costumes ocidentais correntes quando chegaram ao país. Em sua memória,
eles se apegaram à sua organização social patriarcal, firmemente enraizada no
judaísmo tradicional, e aos outros costumes do seu meio ambiente anterior. Além,
disso, o baixo nível educacional da maioria dos recém-chegados criou uma dicotomia
étnica entre eles e a tendencia dominante da sociedade israelense, resultando
também em diferenças sócio-economicas. No final dos anos 50, os dois grupos
coexistiram praticamente sem interação social e cultural, e o "Segundo Israel"
expressa sua frustração e alienação através de demonstrações anti-governamentais
e de apoio eleitoral aos partidos de oposição.
As duas últimas décadas também testemunharam a chegada da antiga comunidade
judaica da Etiópia, a qual, acredita-se, remonta aos tempos do Rei Salomão.
Cerca de 15.000 vieram em 1984, no bojo de uma maciça operação de resgate
aéreo (a Operação Moisés), e outros 14.000, praticamente o restante da comunidade,
foram trazidos em 1991 durante a Operação Salomão, uma ponte aérea entre
Adis Abeba e Tel Aviv que durou 33 horas.