O tempo da visitação
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"E quando chegou perto e viu a cidade (Jerusalém), chorou sobre ela, dizendo:
Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas
agora isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos
te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados, e te derribarão,
a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra,
porque não conheceste o tempo da tua visitação" [Lc 19:41-44]
Estamos, sem dúvida, numa época especial da história. Ao virarmos
a última página do século XX, uma expectativa generalizada caiu sobre toda a atual
geração do planeta. Afinal, um novo milênio e todas as surpresas que ele nos reserva
deixa muitas interrogações, mesmo nas mentes mais céticas. Mas e nós, Povo de
Deus na terra, como encaramos este novo tempo? E será que estamos preparados para
ele? No contexto secular, computadores atualizados, corridas empresariais, previsões
esotéricas, tudo como uma demonstração de alerta e de preparação. Até quanto estamos
envolvidos nisso, não sabemos medir. Mas uma questão é necessária: Quantos de
nós, povo de Deus, sabemos verdadeiramente em que tempo estamos e o que, de fato,
nos aguarda?
Estamos nos últimos minutos do tempo do fim e em meio ao cumprimento de inúmeras
profecias bíblicas que apontam para o nosso encontro triunfal com a glória celestial
que nos foi prometida. No entanto, o que temos testemunhado, infelizmente, é a
pregação de um evangelho que faz olhar para a terra, querer o que tem na terra
e, se descuidarmos, prepararmo-nos para ficar na terra. Mas as Sagradas Escrituras
nos alertam a
"Pensar nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra" (Cl 3:2).
E é aí que precisamos ter a coragem de parar e refletir.
Se em qualquer tempo estivéssemos, sem dúvida precisaríamos fazer uma auto-análise
madura e equilibrada. E certamente descobriríamos que estamos "buscando as outras
coisas em primeiro lugar, para depois buscar o Reino de Deus"; que estamos "dormindo,
em vez de vigiar"; que temos considerado melhor "agradar aos homens do que a Deus";
que achamos que "andar pela carne é melhor do que andar em espírito" e que, enfim,
chegamos à conclusão de que "por muitas bençãos e facilidades nos importa entrar
no Reino dos Céus..."
Mas tudo isso é uma distorção clara, objetiva e vergonhosa da Santa e Perfeita
Palavra de Deus e exigiria mudanças radicais para a Igreja de Jesus, em qualquer
geração da história. No entanto, a nossa geração tem, ainda mais, uma responsabilidade
para com o cumprimento dos mandamentos bíblicos. E sabe por quê? Porque é esta
a geração, que, com todas as probabilidades, testemunhará a Vinda Gloriosa do
Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, Yeshua HaMashiach, o Messias de Israel, Jesus.
Esta é uma geração profética, vivendo num tempo profético. Podemos estar alheios
a isso?
O Desejo de Deus
Quando o Senhor Jesus chorou por Jerusalém, ele profetizou a sua devastação e
deixou evidente que isso só aconteceria por ter ela desconhecido o tempo da sua
visitação. E ele chorou, porque não era este o seu desejo. Você já pensou sobre
isso? Estamos às portas da Segunda e Majestosa visitação de Yeshua (Jesus) à terra.
E será que tiraremos lágrimas ou sorrisos do rosto Dele?
Por isso o Eterno Deus está levantando os Seus atalaias e tocando a Sua trombeta:
"Igreja, Igreja, até quando serás menina e te deleitarás só com os doces na tua
boca? Onde está a Igreja que derrama sangue pelo Meu Nome? Onde está o povo que
atravessa as fronteiras do seu egocentrismo e atenta para os reais desejos do
meu coração?
Ah, estou cansado, estou farto desta cantiga de ninar, cantada sem parar nos meus
arraiais. Prega-se para o Meu Povo dormir e ele dorme e sonha com um mundo de
ilusões. Mas o Meu Evangelho não é de ilusões. A minha Palavra é Verdade. Verdade
que esmiuça a penha. Verdade que abala as construções. Verdade que clama e derruba
as outras vozes. Mas como a verdade não é proclamada, as outras vozes e quantas
outras vozes dominam os meus arraiais... Ouvi, ouvi, Povo Meu! Porque o tempo
é breve. E se não correrdes e não vos arrependerdes e vos voltardes para Mim,
de fato, perecereis. Porque Sou Deus Santo e não aceitarei, mesmo, o profano na
Minha Casa. Atentai para isso. Eu vos falo. Eu vos aviso. Voltai-vos para o Senhor
Vosso Deus enquanto é tempo. Invocai-o enquanto se pode achar. Porque depois procurareis
e não me achareis. Clamareis e Eu não ouvirei. Eu vos aviso. Atentai para isso
e ouvi a Minha voz. Eu sou Deus e não darei a Minha glória a homens".
Deus está falando ao Seu Povo. Ele admoesta, mas fala de arrependimento, de mudança,
de restauração, porque o tempo da nossa visitação é chegado e, definitivamente,
o desejo do coração de Deus é que nós conheçamos este tempo.
Mais do que isso, porém, o Senhor nos chama a participar da sua visitação. E isso
tornando-nos intercessores pelo cumprimento das palavras proféticas para o tempo
do fim, assumindo o papel de atalaias e anunciando as profecias bíblicas e participando
ativamente dos empreendimentos divinos na terra neste tempo.
- Portanto, será que podemos ficar com os braços cruzados?
Sobre as profecias escatológicas (que falam do tempo do fim), o quanto não temos para gerar e dar à luz em oração?
Acerca das palavras sobre vigilância; cuidado com os falsos profetas, falsos messias
e falsos mestres; a necessidade de santificação (sem a qual ninguém verá o Senhor)
e a preparação para as bodas, o quanto não temos para viver e proclamar?
- E no que diz respeito aos atos efetivos da última colheita, que envolve o alcance de
toda a humanidade e um posicionamento decisivo e efetivo em relação ao Povo Judeu
e à Nação de Israel, que é o relógio de Deus na Terra, até quando resistiremos
ou adiaremos a obediência ao chamado Divino?
- Esta simples mensagem é uma gota da visitação de Deus para esta geração. O que
faremos? Que o Eterno Deus e Senhor dos céus e da terra nos ajude não só a conhecer
o dia da nossa visitação, mas ao provarmos, em plenitude, todas as bênçãos que
ela nos traz. Porque num tempo profético não só as revelações se manifestam, mas
também o derramar do Espírito de Deus é abundante. Que Ele se derrame, pois, sobre
nós! E que tenhamos a coragem de mudar o que é preciso e de nos colocarmos na
posição correta!

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